Social Icons

Pages

O conceito de Surpresa em Lógica e em Filosofia e a Estrutura Generalizada da Teoria da Informação

.

Seminários CLE

16hs - 24/03/2010 - Sala de Seminários (CLE - UNICAMP)

Por Samir Gorsky

Alguns filósofos defendem que a admiração é o princípio da filosofia. Platão vai um pouco além e chega a afirmar que a admiração é o seu único princípio. "Essa emoção, essa admiração é própria do filósofo; nem tem a filosofia outro princípio além desse; e quem afirmou que Íris é filha de Taumas não errou na genealogia" (PLATÃO, Teeteto, 11, 155 d). Aristóteles concorda com seu mestre. "Devido à admiração os homens começaram a filosofar e ainda agora filosofam: de início começaram a admirar as coisas que mais facilmente sucitavam dúvidas, depois continuaram pouco a pouco a duvidar até das coisas maiores, como por exemplo, das modificações da lua e do que se refere ao sol, às estrelas e à geração do universo. Aquele que duvida e admira sabe que ignora; por isso, o filósofo é também amante do mito, pois o mito consiste em coisas admiráveis." (ARISTÓTELES, Metafísica, I, 2, 982 b 12 ss.). Alguns autores relacionam a surpresa a um tipo de ignorância em uma determinada situação (RUSSELL, 1945 p. 822). Nesse sentido, a surpresa é uma noção epistêmica. Em termos estruturais, pode-se dizer que a surpresa depende da forma como o mundo é supostamente organizado. Ordem e desordem são elementos que comumente são usados para se definir informação, conhecido e desconhecido em um certo sentido. Todavia, não é possível fazer uma abordagem adequada do conceito de surpresa sem levarmos em conta mais um elemento: o inesperado. O conceito de inesperado não pode ser definido apenas a partir do conceito de ignorado. A surpresa serve contudo para nos informar algo sobre o desconhecido.

REFERÊNCIAS

Aristotle. Metaphysics. Oxford University Press, New York, 1993.

L. Floridi. The blackwell Guide to computing and information. Blackwell Publishing Ltd.
Oxford Uk 2004

J. Hintikka On semantic information. In J. Hintikka e P. Suppes, editores, Information
and Inference, D. Reidel Publishing Company, Dordrecht, Holland, 1970.

D. Mundici. Algebras of Ulam's games with lies, In: Proceedings International Congress of the Italian Society for Logic and Philosophy of Science, SILFS , vol. 2, CLUEB, Bologna, 1991, pp. 151-162.

D. Mundici. The logic of Ulam's game with lies, In: Knowledge, Belief and Strategic Interaction , Cambridge Studies in Probability, Induction, and Decision Theory, 1992, pp. 275-284.

Plato. Theaetetus. Focus Philosophical Library. 2004

B. Russell. A history of western philosophy : and its connection with political and social circunstances from the earliest times to the present day. Simon and Schuster, New York, 1945.

Site Pessoal

Abdução

.

Por Samir Gorsky

INTROCUÇÃO

Abdução pode ser definido como um tipo de raciocínio ou inferência pela melhor explicação. Neste caso, busca-se a hipótese que melhor se encaixa na argumentação e não uma conclusão do raciocínio que seja válida. Charles S. Peirce é a principal referência para a definição original deste conceito. Sua meta principal foi estabelecer uma semiótica para o pensamento e a linguagem (cf. [PEI] e [ALI]) e a questão central de sua pesquisa filosófica foi: como estabelecer uma estrutura lógica que pudesse explicar a possibilidade de raciocínios sintéticos a priori? Bastante influenciado pela filosofia kantiana, Peirce retendeu extender suas categorias e assim adequar e generalizar a lógica.

"According to Kant, the central question of philosophy is `How are synthetical judgements a priori possible?' But antecedently to this comes the question how synthetical judgements in general, and still more generally, how synthetical reasoning is possible at all. When the answer to the general problem has been obtained, the particular one will be comparatively simple. This is the lock upon the door of philosophy." (CP, 5.348, quoted in Hookway (1992), page 18).



Referências

[ALI] ALISEDA, Atocha. Abduction as epistemic change: Charles S.Peirce and epistemic theories in artificial intelligence (em http://user.uni-frankfurt.de/~wirth/texte/tt.htm)

[PEI] PEIRCE, C.S.(1931-1958) Collected Papers (CP), vols 1-8, C. Hartshorne, P. Weiss and A.W. Burks (eds). Cambridge, MA: Harvard University Press.

Site Pessoal

Um jogo de cartas para lógica booleana.

--------------


fun AND cards NOT boring

Here's a riddle for you: What sort of logic do ghosts like? Answer:
"Boo"-lean Logic. We're here all week. But seriously folks, Boolean logic is
so much fun - it's about time someone applied that fun to a card game. So
they have, with *bOOleO Boolean Logic Card Game*! It's fun AND logical AND
challenging (get it, we used Boolean logic there - oh yeah)! Read on for a
sample of how difficult AND exciting *bOOleO Boolean Logic Card Game* is.

*bOOleO Boolean Logic Card Game* is basically a simple card game. You are
your opponent start off with a home row of binary numbers. With a "draw a
card/play a card" game play, you feverishly try to race your opponent to
complete your logic pyramid. Using AND, OR, XOR, & NOT cards, you begin
reducing your home row down into one card. First one to cap the pyramid (so
to speak) wins. Sounds easy, until you realize the NOT card is played on a
card in the home row, which could devastate your opponent's pyramid (AND
possibly also your own). Yup, *bOOleO Boolean Logic Card Game* has a Logical
atom bomb. It's *that* awesome.

*bOOleO Boolean Logic Card Game*

- A fast-paced card game that stimulates the logical part of your brain,
as you work with Boolean logic to beat your opponent.
- The Standard Edition with AND, OR, XOR, and NOT cards.
- *Includes:* 64 cards, instructions, plastic case
- *Card Dimensions:* 2.5" x 3.5"

Site Pessoal

The Zen of Python

.

by Tim Peters

Beautiful is better than ugly.
Explicit is better than implicit.
Simple is better than complex.
Complex is better than complicated.
Flat is better than nested.
Sparse is better than dense.
Readability counts.
Special cases aren't special enough to break the rules.
Although practicality beats purity.
Errors should never pass silently.
Unless explicitly silenced.
In the face of ambiguity, refuse the temptation to guess.
There should be one-- and preferably only one --obvious way to do it.
Although that way may not be obvious at first unless you're Dutch.
Now is better than never.
Although never is often better than *right* now.
If the implementation is hard to explain, it's a bad idea.
If the implementation is easy to explain, it may be a good idea.
Namespaces are one honking great idea -- let's do more of those!

Site Pessoal

INFORMAÇÃO SEMÂNTICA

.


Samir Gorsky

O uso do termo infomação está frequentemente ligado ao estudo do fenômeno da comunicação. Neste contexto há um forte interesse em sistematizar o que pode ser denominado conteúdo semântico objetivo dfa comunicação. Estes conteúdos podem possuir tamanhos, formas, e valores diversos e é considerado uma referência para a compreensão
do termo informação.

A codificação e a trasmissão de informações também pode ter diferentes tipos de implementação fisicas, porém pode-se argumentar que a existência da informação independe de sua codificação ou transmissão. Por exemplo, o dicionário de filosofia da Cambridge Press define informação da seguinte forma:

"an objective (mind independent) entity. It can be generated or carried by messages (words, sentences)or by other products of cognizers (interpreters) Information can be encoded and transmitted, but theinformation would exist independently of its encoding or transmission."

Informações são constituídas de data. Segundo Floridi (Floridi 1999), os data \delta podem
ser de quatro tipos:

\delta1: Os data primários. São os principais data arquivados em um banco de dados. Normalmente, são sequências núméricas.

\delta2: Os metadata. São propriedades dos data primários que descrevem certas indicações tais como localização, formato, atualização, disponibilidade.

\delta3: Os data operacionais. Estes se referem ao uso dos data, à operações em todo o sistema de data e à sua performace.

\delta4: Os data derivados. Estes data podem ser extraídos dos data \delta1 e \delta3, principalmente quando este último tipo é usado como fonte em pesquisas de padrões, provas ou inferências de evidências. Em geral também podem ser usados em análises comparativas e quantitavivas.

A DGI indica que não pode existir informação sem data, porém isto não mostra que tipos de data \delta são necessários para constituir a informação. Suponha que ao se consultar um banco de dados ou ao se fazer uma pergunta constatou-se a ausência de respostas ou do retorno da pesquisa. Neste caso há duas possibilidades: houve uma falha na busca dos data, e assim, nenhuma informação específica \sigma estará disponível, ou algum data delta pode ser providenciado com o objetivo de mostrar que o processo entrou em um loop. Do mesmo modo, o silêncio a uma resposta pode indicar tanto uma assentimento quanto uma negação. Pode-se ainda derivar disto uma informação não-primária \mi do tipo "a pessoa não escutou a pergunta". Esta "neutralidade tipológica" (NeuTi) é justificada pelo seguinte fato: quando uma aparente ausência de data não pode ser reduzida a uma
ocorrência de data negativos primários, o que se torna disponível como informação é alguma informação não primária \mi adicional sobre \sigma consituído por alguns data não primários dos tipos \delta2 e \delta4.


Referência

FLORIDI, Luciano. The blackwell Guide to computing and information. Blackwell Publishing Ltd. Oxford Uk 2004

Site Pessoal
 
Blogger Templates